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Yu-Gi-Oh! The Dark Side of Dimensions cumpre o prometido e um pouco mais!

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Dando o pontapé inicial no meu projeto Yu-Gi-Oh! 2017, hoje eu trago minhas impressões sobre o filme mais recente da franquia: Yu-Gi-Oh! The Dark Side of Dimensions.

Lançado em Abril de 2016, com Blu-ray indo à venda apenas agora em março no Japão, DSD mostra acontecimentos originais que se passam seis meses após o término do mangá / anime. Na história, Seto Kaiba se prepara para lançar uma nova plataforma de duelos enquanto sonha em um dia duelar contra Atem novamente. Já Yugi e seus amigos estão em seus últimos dias do ensino médio, focando em seus planos para o futuro, ainda que o protagonista continue sentindo falta de Atem. É nesse ambiente que as intenções de um colega de classe misterioso, Aigami, e os objetivos de Kaiba irão se cruzar e tragar Yugi e seus amigos para uma nova série de perigos envolvendo duelos e um possível retorno de Atem.

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Ainda que caminhando a todo vapor com novas temporadas no Japão, todo fã da franquia tem um carinho especial pela série original, derivada do mangá, com Yugi como protagonista. E Dark Side of Dimensions acaba sendo um filme “revival” que muitos fãs -incluindo eu- esperavam. É importante entender que, mesmo sendo uma franquia com mais de 20 anos, Yu-Gi-Oh! apresentou pouquíssimas adaptações para o cinema, sendo esta a terceira. Enquanto os outros dois filmes são completamente dispensáveis, DSD nos trás uma história canônica, bem contada e relativamente longa (2 horas!).

Um dos pontos que me fizeram gostar tanto deste filme é que ele não foca só nos duelos, elemento principal da série. Nele são destacadas as inseguranças do início da vida adulta dos personagens e outros dramas mais pessoais vividos pelos personagens, sem forçar a barra o tempo todo para que aconteça um duelo. Não que o filme não tenha muitos duelos, pelo contrário. Mas o posicionamento desses momentos são muito bem pensados fazendo com que o filme tenha uma ótima continuidade, intercalando duelos com o desenrolar efetivo da trama.

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O “mistério” principal também não perde em nada para as histórias que já lemos ou vimos na obra original. Entenda, estou falando aqui do nível Yu-Gi-Oh! de construção de roteiro, aquele que quem conhece a obra original já está mais do que acostumado. São mistérios envolvendo ressurreição, dimensões paralelas, consciência coletiva e mundos virtuais. Todo aquele “peso” que as cartas têm na vida dos personagens está lá, e não é nada com o que não estejamos acostumados. É uma boa história que nos trás um antagonista com personalidade característica da série, que me fez relembrar dos tempos do Battle City, arco considerado por muitos o ponto alto da história original, e com razão. Talvez esse seja um dos fatores que façam com este seja o filme que esperamos tanto.

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Mas o ponto que mais me encantou mesmo foi o foco na história em Yugi. E com isso eu quero dizer o próprio Yugi e só ele, sem Atem, sem Enigma do Milênio. Aqui o protagonista mostra toda a sua habilidade no duelo sem transformação nem nada, fazendo juz ao título de rei dos jogos na história sem precisar se apoiar no espírito do faraó. Isso é evidenciado perto do clímax da história, quando a relação Yugi x Kaiba x Atem chega à uma conclusão já imaginada pelo espectador, mas que ainda assim cai como um alívio, pois um desvio nesse momento poderia estragar toda a importância dada ao personagem principal ao longo da trama.

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Um grande ponto “negativo” é que o filme, mesmo com duas horas de duração, termina deixando água na boca (calma, não é um cliffhanger!). Acontece que depois de Dark Side of Dimensions eu veria mais outros 1000 filmes diferentes no mesmo universo, desde que executados com essa maestria. Aliás, maestria essa que também está presente nos detalhes técnicos. O traço está polido, com uma bela movimentação dos personagens e com um CG satisfatório implantado aqui e ali em alguns monstros.

Enfim, Yu-Gi-Oh! Dark Side of Dimensions já vinha sendo elogiado desde sua exibição nos cinemas japoneses, e agora pude testemunhar o quanto a franquia ainda está viva, seja na história de Yugi ou nas outras temporadas para a TV. É um filme divertido e empolgante, que dá prazer de assistir e que não perde em nada para a história originada no mangá. Vale mais do que a pena!

5 comentários sobre “Yu-Gi-Oh! The Dark Side of Dimensions cumpre o prometido e um pouco mais!

  1. Rodproject

    Sou um cara clássico e odeio quando um anime é refeito com outros protagonistas. Pra mim poderia ter morrido no clássico ou continuado. Acho que você trazer um novo protagonista tira a “unique” da história principal. Os acontecimentos são apenas 6 meses depois? E o yugi tá grande desse jeito? E o kaiba dominou a cidade toda? E o yugi já tá formando? Melhor rever essa informação e se realmente for oficial, nada haver, muito pouco tempo pra tanta mudança. O filme é uma perola, e nao tinha como dar enfase nos duelos, porque nao ia dar tempo. Realmente foi o final que esse arco mereceu e pra mim dava pra continuar essa história na boa.

  2. Marcell Solano

    Que resenha linda <3 muito amor por Yugioh e to ansiosissimo pra conferir o filme, mas primeiro vou terminar de rever todo arco DM com o mozie e depois finalmente seguir pro GX. Que essa franquia maravilhosa continue firme e forte e traga mais filmes tmb 😀

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