Bonus Mission!

Horizon: Zero Dawn, uma experiência impecável.

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2017 chegou prometendo ser um dos melhores anos para os video games em muitos anos! Em meio a ótimos lançamentos nesse primeiro trimestre, a Guerrilla Games lançou o que promete ser um dos melhores jogos desse ano: Horizon: Zero Dawn.

No jogo nós adentramos o planeta Terra em um futuro não muito longe, onde a civilização já não existe da mesma forma que atualmente. Os humanos se dividem em tribos e compartilham seu espaço com máquinas de inteligência artificial que se alimentam de matéria orgânica, e que têm se tornado cada vez mais agressivas. Nesse contexto conhecemos Aloy, uma garota criada por seu pai adotivo Rost como uma exilada fora da tribo dos Nora e que, após uma série de eventos, segue em busca de descobrir mais sobre sua origem e sobre os segredos daquele mundo.

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Horizon é uma das produções com um dos roteiros e universos mais originais e criativos nos últimos tempos, diferente de muita coisa reciclada que vemos por aí. A ambientação é magnífica e mistura aspectos pré-históricos com a tecnologia de ponta deixada pelos “antigos”, de modo que os hábitos e costumes dos personagens giram todos em torno disso. Algumas tribos temem as ruínas do passado e proíbem seus integrantes de interagir com qualquer tipo de tecnologia, enquanto outras exploram livremente esses lugares e buscam a evolução. Isso se reflete completamente tanto na personalidade dos personagens quanto na estrutura das poucas cidades do jogo, no modo de se vestir das pessoas e nas crenças dos habitantes das tribos, que acabam por muitas vezes gerando muitos dos conflitos da trama. Inclusive a parte que envolve as crenças foi um dos aspectos que mais me deixou encantado com essa história, pois vi ela como uma alusão à como algo simples do passado pode se tornar um objeto de idolatria irracional em tempos atuais, o que as vezes não deixa de ser uma realidade em nossas próprias vidas.

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Também é legal destacar sobre como o jogo se preocupa com a representatividade e extensa diversidade de seus personagens. Naquele mundo Aloy é muito mais forte do que a maioria dos homens, e nenhum deles se mostra em momento algum impressionado ou desrespeitoso com ela, deixando claro assim que, diferente do nosso mundo, em Horizon existe sim uma igualdade plena entre os sexos. Isso sem contar na quantidade de personagens negros, asiáticos, gays, lésbicas, magros e gordos. A diversidade é um ponto forte no título e em momento algum fica parecendo algo forçado por parte da produtora, principalmente pelo fato de os personagens serem humanos bem próximos aos da realidade.

Em funcionamento, o título é um RPG de ação nos moldes ocidentais que pega muitas fórmulas de sucesso, as aprimora e adiciona MUITOS elementos empolgantes que não deixam o jogador entediado em momento algum. No mundo aberto criado com um dos melhores gráficos do PS4 até o momento, é possível o jogador explorar livremente. Controlando Aloy é possível escalar montanhas, nadar, correr e atacar as máquinas sorrateiramente. As armas para as lutas também são diversas: lança, arcos, estilingues, lança-cordas e etc. Cada um com suas vantagens e desvantagens. Inclusive todos os apetrechos do jogo podem ser personalizados e melhorados ao se coletar partes das máquinas derrotadas, desde o arco mais básico até as roupas da heroína, que por usa vez são um show a parte, e misturam uma costura mais rústica com peças de robôs.

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Ainda que Aloy possa ser fortalecida com modificações de suas armas / vestimentas, Horizon conta ainda com o bom e velho sistema de level que presenteia o jogador com pontos para serem gastos em uma árvore de habilidades que melhoram -e MUITO- a ação. A experiência não pode ser conseguida apenas matando os monstros, mas sim de outras inúmeras maneiras. Uma delas são os campos de caças, acampamentos que oferecem desafios com objetivos específicos, como “matar X máquinas em 2 minutos” ou “derrotar X máquinas usando arma X”. A outra maneira -e mais divertida- é fazendo as muitas side-quests que o jogo oferece, cada uma com um desenvolvimento único, nos apresentando sempre um novo personagem e fazendo uso de todas as habilidades de Aloy. Outros tipos de missões também aparecem conforme o jogador explora o mundo, como desmantelar acampamentos de ladrões ou derrotar máquinas corrompidas de um local específico.

Falando nas máquinas, apesar de Aloy ser a estrela principal do jogo, os inimigos também roubam bastante a cena. Todas são “baseadas” em algum animal. Então temos jacarés, galinhas, dinossauros, pássaros, cavalos e por aí vai. Durante a missão principal, Aloy consegue a habilidade de converter essas máquinas e trazê-las para seu lado, sendo assim possível arranjar uma montaria, uma máquina para lutar ao seu lado ou liberar a névoa que cobre as partes não exploradas do mapa ao converter os imensos Pescoções (Tallnecks).

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A quantidade de colecionáveis do jogo então promete manter o jogador ocupado por um bom tempo. Em sua maioria todas são objetos da civilização antiga, sendo que alguns podem ser trocados por recompensas enquanto outros liberam curiosidades sobre o background da história, inclusive na parte visual, mostrando determinadas áreas da forma como eram antes e depois do “apocalipse”. E o legal é que pra encontrar esses colecionáveis não é muito difícil. Todos ficam espalhados pelo mapa, sem estarem escondidos nos confins de um dungeon ou em um local de difícil acesso. Basta procurar com cuidado e será possível encontrar todos se divertindo bastante.

Com tudo isso a oferecer, Horizon mostra ser uma franquia que veio pra ficar (inclusive com um gancho para uma possível continuação no fim!) e já chegou arrasando quarteirões. Procurei e procurei mas foi muito -MUITO- difícil ver qualquer defeito nesse título fantástico, que oferece experiências impecáveis, tanto na história quanto na jogabilidade. Nos aspectos técnicos eu não preciso nem dizer, já que os screenshots falam por si. Essa sem dúvida foi a minha melhor experiência no ps4 (esse ano) até agora, e acho muito difícil eu terminar 2017 sem ela estar pelo menos no meu TOP 5 anual.

6 comentários sobre “Horizon: Zero Dawn, uma experiência impecável.

  1. Jeff

    TUDO nesse jogo me interessa. Robôs, tecnologia, ambiente rústico, futurista, “pós-apocaliptico” enfimmmmmm muito me interessa. Tô doido, doidinho pra tocar nisso. O que deu pra ver pela analise é que realmente cumpre o hype e que possivelmente vou amar muito. Ótima analise <3 (Aumentou o hype kkkkk)

  2. Marcell Solano

    Infelizmente tive que adiar essa belezinha em meio a tanta coisa que ta saindo, ainda nao consegui largar Digimon e já tem Persona 5 vindo aí. Muita coisa pra pouco tempo. Sem intenção de causar aquela chatice de jogo x jogo, mas eu tô mais empolgado pra esse que Zelda? Acho que justamente por ser IP novo.

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